Ela era vendedora de biscoitos e hoje fatura R$ 50 milhões com suas duas franquias

A veia empreendedora de Luzia Costa, fundadora da Sóbrancelhas e da Beryllos, veio de sua família que vivia na roça. O pai dela vendia leite, banana e “tudo mais o que aparecia”. Ela e os irmãos aprenderam a negociar com ele. “Essa garra de empreendedor vem de berço e de uma força maior que está na veia”, acredita.


Para ela, a vida de empreendedor é bem difícil, principalmente até os louros começarem a aparecer. “É só para quem tem muita vontade. É como uma faculdade de Medicina, se você não tiver dom, quando começar as aulas de anatomia, você vai desistir. Se não tem sangue empreendedor, você vai desistir”, fala.


Depois de se casar, Luzia mudou-se para Taubaté. Seu marido não ganhava bem como soldado, então, ela usou essa sua veia empreendedora para ajudar no sustento da casa. “Comecei a fazer biscoito para vender, pizza, salgados. Morava em um bairro sem padaria, então, ia me virando”, conta.


Com o tempo, ela comprou um carrinho de lanches e, depois, resolveu vender o carrinho e sua casa financiada para montar uma lanchonete. “Montei e fazia tudo! Bolos, doces, deu super certo, mas o empreendedor tem aquele sonho de continuar crescendo. Resolvi vender a lanchonete para comprar uma pizzaria”, relembra.


O movimento do espaço era muito bom e foi gerindo esse negócio que Luzia conheceu uma falácia do mundo dos negócios: “O negócio só quebra quando fica sem movimento”. “Você quebra com movimento e ganhando muito dinheiro. Eu era muito jovem e me deslumbrei. Misturei os bolsos e comecei a usar dinheiro da empresa como pessoal e quebrei”, fala.


Com o revés, ela e a família precisaram se mudar para uma casa de pau a pique na beira do rio. “Me sentia irresponsável por ter deixado chegar nesse ponto e ver meu filho morando naquele lugar. Depois de um mês morando lá, o gás acabou e eu resolvi cozinhar a lenha. Foi quando me veio o insight de fazer tomate seco e começar a vender”, conta.


Luzia levantou dinheiro e se mudou para a cidade de Roseira e, como a produção de tomate seco não funcionava no lugar, ela precisou se reinventar novamente. Com R$ 1,80, comprou açúcar e corante e passou a vender pirulitos.


A reviravolta aconteceu quando a empreendedora descobriu que a prefeitura oferecia um curso gratuito de estética. “Já sabia fazer unha e sobrancelha, até atendia algumas vizinhas e ganhava um trocadinho. Mas quando fiz o curso me destaquei”, fala.

Ela começou a atender a cl