Planejamento é essencial para mães que querem empreender


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Nascimento dos filhos incentiva mulheres a ter o próprio negócio

No Brasil, existem atualmente mais de 8 milhões de mulheres empreendedoras. Segundo dados de uma pesquisa realizada pela Rede Mulher Empreendedora, elas representam 43% dos empreendedores brasileiros. Nos últimos 14 anos, houve um aumento do empreendedorismo feminino da ordem de 30%. Muitas delas são mulheres que buscam uma alternativa na volta ao trabalho após a maternidade.

Levantamento da aceleradora B2mamy, a cada 10 mães, seis acabam não voltando ao mercado de trabalho. Dessas, pelo menos uma acaba empreendendo. Ter flexibilidade de tempo é a meta principal, de acordo com Juliana Mariz, idealizadora do grupo Co.Madre, criado com o objetivo de dar suporte a mães que desejam empreender.


— Embora o empreendedorismo exija muita dedicação, a mulher acha que conseguirá organizar seu próprio tempo. Conseguirá, por exemplo, coordenar sua agenda para buscar o filho na escola ou levá-lo ao médico. As empresas, em geral, não são amigáveis com as mães, não dando a elas flexibilidade para lidar com as questões e necessidades da maternidade.


O principal entrave, no entanto, é a falta de preparo. A crise econômica, somada à dificuldade de retorno ao mercado, levou a uma enxurrada de mães a empreender.


— Sinto que vivemos uma segunda fase. Essas mulheres perceberam que empreender não é trabalhar menos, exige profissionalismo, conhecimento. Estão, agora, atrás dessa profissionalização. Deixamos de romantizar o empreendedorismo materno.


No Brasil, existem atualmente mais de 8 milhões de mulheres empreendedoras. Segundo dados de uma pesquisa realizada pela Rede Mulher Empreendedora, elas representam 43% dos empreendedores brasileiros. Nos últimos 14 anos, houve um aumento do empreendedorismo feminino da ordem de 30%. Muitas delas são mulheres que buscam uma alternativa na volta ao trabalho após a maternidade.