Ex-ambulante cria franquia no setor de estética e faz R$ 67 milhões por ano



Quando Luzia Costa foi morar numa casa de pau a pique na beira de um rio no interior de São Paulo – depois que sua pizzaria faliu -, não poderia imaginar que um dia se tornaria uma das empresárias mais bem sucedidas no ramo de estética. Dona do grupo Cetro, composto pelas marcas Sóbrancelhas e Beryllos, ela enfrentou muitos desafios para alcançar seu objetivo. Hoje sua rede de franquias já tem 180 unidades espalhadas de Norte a Sul do país e em 2017 faturou R$ 67 milhões.


“Um dia, fui levar minha filha ao dentista e observando aquele motorzinho que eles utilizam, eu tive a ideia de adaptá-lo para as unhas, onde desbastaria as cutículas sem infecções e machucados”, conta Luzia sobre como, em 2016, ela teve a ideia de criar a Beryllos. Só esse negócio lhe rendeu R$ 2 milhões ano passado.


A paixão pela estética vem desde a adolescência

Mineira da cidade de Passa Quatro, Luzia, de 38 anos, começou sua relação com o mundo da beleza já na adolescência. “Eu fazia as unhas, sobrancelhas e depilação das vizinhas e primas. Chegava a ganhar um troquinho, mas fazia mesmo porque me identificava”, lembra.


Casada com apenas 18 anos de idade, se viu na obrigação de ajudar a sustentar a casa. Na época, deixou o local onde morava com os pais para viver na cidade de Taubaté, em São Paulo, junto com o marido. Aos 20 teve a ideia de montar um carrinho de lanches. “Cresci ajudando minha mãe na cozinha e peguei gosto. Vendia em frente à minha casa e também em frente ao quartel em que meu esposo trabalhava. Deu tão certo que abri uma lanchonete”, conta. O ponto fixo ficava na rodoviária da cidade e, além de vender os lanches, também comercializava passagens.


Mas a alegria não durou muito. Depois de uma denúncia, Luzia se viu obrigada a parar de vender passagens dentro do estabelecimento. A solução foi abrir um segundo boxe que funcionava como uma espécie de agência de viagens. Tudo ia muito bem até a mudança da cidade, quando seu companheiro, que trabalhava como funcionário pú