Franquias: marcas diminuem custos para atrair investidores

CORREIO vai à maior feira do setor e lista 15 opções entre R$ 699 a R$ 30 mil para você ser dono de seu próprio negócio

 

Luzia Costa, sócia da Sóbrancelhas, disse que a marca teve de desenvolver um modelo de operação mais enxuto por causa da crise. (foto: Thiago Gustavo / Divulgação)

 

A crise tem passado longe do setor de franquias, principalmente no mercado do Nordeste. Segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), enquanto a expectativa de crescimento nacional para o setor no ano é de 9%, na região ele pode chegar a 10%. Uma parcela significativa deste aumento está vinculada à oferta de modelos mais enxutos, com baixo custo de investimento e operação.

 

Durante a Feira de Franquias da ABF, que aconteceu entre os dias 27 de junho e 01 de julho, em São Paulo, o CORREIO garimpou pelo menos 15 opções de microfranquias com investimentos iniciais de R$ 699 a R$ 30 mil (veja a lista ao lado).  “O mercado do Nordeste está mais aberto do que o restante do país. A crise  estimulou  esse investimento de menor de capital, o que aumenta a procura pelas franquias menores. Isso tem feito o segmento crescer bastante”, analisa o diretor da ABF Nordeste, Leonardo Lamartine.

 

Formatos


As franquias no modelo home-office estão entre de menor taxa e também menor custo de operação.

“É um tipo de formato que tem se destacado, porque não precisam de capital para instalar um escritório, por exemplo. A procura é bem interessante”, aponta Lamartine.

Outro formato muito procurado são as versões mais reduzidas que lojas convencionais e quiosques comuns.

 

“As cidades do interior têm contribuído muito para isso, principalmente com a abertura de novos shoppings", completa o direor da ABF.

 

Negócios menores

 

Uma das marcas que apostam no pequeno investidor é a Ylaii. Com investimento de R$ 699 é possível adquirir o modelo mais enxuto da marca. “A minha sócia Gabi Readi cuida do designer das joias. Ela já é conhecida no mercado por atuar em empresas como a Vivara, o que acaba facilitando o nosso contato com os fornecedores de matéria-prima. Com isso conseguimos um produto de qualidade com um preço menor", diz Silvana Lopes.

 

As marcas Encontre Sua Viagem, Bidan e Acqua Zero também apelam para o custo reduzido de implantação e operação do negócio no modelo de home office. Segundo o empresário Henrique Mol, a instabilidade econômica acaba contribuindo para o aumento da rede de fraqueados nesse modelo. “A solução de baixo investimento estimula a adesão do empreendedor por necessidade, que ficou sem receita para pagar as contas e viu na franquia uma maneira de voltar ao mercado. Juntando as três operações temos hoje, cerca de 1 mil franqueados”.

 

Opções


Outra opções disponível no mercado que resulta em menor custo para o investidor é a de ‘loja dentro da loja’. É nele que a microfranquia Mapa da Mina joga suas fichas. O franqueado Express pode espalhae uma torre de bijuterias da marca em diversos pontos de vendas. O investimento é de R$ 30 mil e promete, ainda, mair rotatividade aos produtos em estabelecimentos comerciais como salões de beleza, lojas de cosméticos e perfumaria. “A principal vantagem é que não há um custo fixo com locação de espaço. O Nordeste tem o perfil de público para semijoias. No estado da Bahia, a previsão é ter três operações da marca até o final de 2018”, projeta o sócio-diretor da rede, Marcos Pertile.

 

Para a diretora de Microfranquias da ABF, Adriana Auriemo, ao decidir investir em uma microfranquia, o empresário precisa tomar alguns cuidados, entre eles, não utilizar de uma vez só os recursos que tem disponível. “Não dá para agir só na emoção. Por mais barata que seja a sua franquia, nunca coloque o dinheiro todo que você tem nela. Vai ser preciso ter uma reserva de recursos para novos investimentos até que o negócio crie volume e atinja maturação”, alerta.

 

Crise consolida modelo de microfranquias 


Por ser um formato de custo reduzido de investimento, o segmento de microfranquia (até R$ 80 mil) cada vez mais desperta o interesse de grandes empresas. Segundo dados do estudo mais recente feito pela Associação Brasileira de Franchising (ABF), sobre o perfil das microfranquias do país, dentre as redes que ainda não operam com o modelo, 36% pretendem desenvolvê-lo nos próximos anos. Ainda de acordo com o levantamento, entre as franqueadoras que operam negócios nos dois formatos (micro e tradicional), 42% das unidades são microfranquias.

 

A readequação, em alguns casos chega a reduzir em mais de 50% o investimento, como destaca o vice-presidente da ABF, André Friedheim. “Quem quer ganhar mais mercado precisa repensar o modelo do negócio, tornar mais acessível sem perder o DNA da marca e o seu conceito. Formatos menores, não são mais uma tendência. São realidade”.

 

A franquia Sóbrancelhas é uma das que lançaram um modelo mais compacto. A rede desenvolveu a operação de unidades de 15m² com investimento inicial de R$ 70 mil. Comparado com a estrutura de loja, que custa R$ 200 mil, a versão oferece os mesmos serviços de design de sobrancelhas e micropigmentação por um custo 65% menor.

 

Para a fundadora da empresa, Luzia Costa, o cenário econômico foi um dos fatores que contribuiu para a readequação. “Todo mundo teve que se virar na crise. Aparecia muita gente disposta a trabalhar, no perfil da franquia, mas sem o dinheiro suficiente para investir nela e aí criamos a smart”. De dez pessoas que visitaram o stand da marca na feira da ABF, pelo menos seis delas optaram pelo formato menor. “Ou a gente entra no ritmo, ou perde o mercado”, completa.

 

Na Acaí Concept, a estratégia foi reformular a operação do toten, que ganhou mais capacidade de armazenagem de estoque e operacionalização com custo a partir de R$ 70 mil – metade do valor de investimento na loja convencional. O sócio da marca, Rodrigo Melo, tem expectativa de abrir ainda este ano mais dez unidades na Bahia. “Nascemos realmente na crise e pegamos pessoas que encontram na franquia um porto seguro”, falou.  

 

Cuidados na hora de escolher uma franquia

 

Pense  em segmentos com os quais tenha afinidade.  A escolha do próprio negócio precisa envolver uma atividade da qual se gosta. 

 

Pesquise  a fundo o segmento, converse com outros franqueados e entenda a concorrência. Qualificação é outro ponto importante, principalmente na gestão. 

 

Para se dar  bem no mercado de franquias é necessário apostar não só em um produto ou serviço inovador, mas também em um que seja rentável. 

 

Aposte  em uma demanda de mercado reprimida.  

 

Lembre-se  que você não vai ter lucro de imediato e leve isso em conta no seu planejamento.

 

Confira a matéria na íntegra: https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/franquias-marcas-diminuem-custos-para-atrair-investidores/

 

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